
Campina Grande, PB – As principais instituições que compõem a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campina Grande emitiram um alerta à Prefeitura Municipal informando que poderão suspender totalmente os atendimentos a partir do dia 1º de fevereiro de 2026, caso os repasses financeiros não sejam regularizados imediatamente.
Em ofício protocolado nesta segunda-feira (26), representantes dos hospitais e clínicas que atendem pacientes pelo SUS destacaram que os atrasos recorrentes nos repasses da Prefeitura têm inviabilizado os serviços, comprometendo até mesmo a manutenção de atendimentos essenciais.
Situação financeira dificulta funcionamento
Segundo o documento conjunto, a falta de repasses tem causado uma série de problemas operacionais, entre eles:
- Impossibilidade de pagamento de salários e encargos dos profissionais de saúde;
- Acúmulo de dívidas com fornecedores de medicamentos e insumos essenciais;
- Risco de interrupção de serviços críticos como oncologia, hemodiálise, cirurgias e outros atendimentos especializados.
As instituições também afirmaram que a Prefeitura estaria descumprindo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público da Paraíba, que previa que os repasses financeiros fossem realizados em até cinco dias úteis após o recebimento dos recursos federais.
Instituições signatárias
Entre as unidades que assinam o ofício estão:
- Hospital João XXIII – Sistema de Assistência Social e de Saúde (SAS);
- Hospital Geral Antônio Targino – Fundação Assistencial da Paraíba (FAP);
- Clínica Dr. Maia – Instituto Neuropsiquiátrico de Campina Grande;
- Clipsi Serviços Hospitalares em Recuperação Judicial;
- Fundação de Olhos da Paraíba (FOP).
Risco de colapso na assistência à população
Os gestores das unidades alertam que, com a continuidade dos atrasos, o atendimento ao público poderá ser interrompido completamente, o que põe em risco a assistência à população mais vulnerável, que depende exclusivamente do SUS.
Ainda segundo o alerta, a possível paralisação dos serviços pode aumentar a superlotação de outras unidades de saúde e agravar filas de espera para procedimentos médicos e cirúrgicos.
As entidades ressaltam que permanecem abertas ao diálogo com a gestão municipal e pedem a realização de uma reunião urgente para buscar soluções e evitar o colapso total da rede hospitalar.
Movimento de pressão por soluções
A mobilização vem em um momento em que cresce a pressão para que a Prefeitura de Campina Grande apresente medidas efetivas para regularização dos pagamentos e garantia de continuidade dos serviços de saúde.
Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgada uma resposta oficial da administração municipal sobre o documento protocolado pelos hospitais.




