
Após semanas de negociações diplomáticas, os Estados Unidos e Israel lançaram, no sábado (28), uma ofensiva coordenada contra o Irã.
O ataque resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de centenas de vítimas.
Segundo a agência Mehr e o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. Vinte e quatro províncias do país foram atingidas.
Imagens divulgadas por agências internacionais mostram colunas de fumaça sobre Teerã após as explosões registradas no domingo (1º).
O QUE FOI ATINGIDO NO IRÃ

A ofensiva mirou estruturas estratégicas militares e nucleares:
Teerã – Centros de comando e defesa aérea
Urmia – Bases de mísseis
Karaj – Desenvolvimento de tecnologia militar
Garmdareh – Centros logísticos
Qom – Instalações de enriquecimento nuclear
Isfahan – Polo nuclear e base aérea
Kermanshah – Silos de mísseis balísticos
Bushehr – Área de segurança da usina nuclear
Minab – Posições defensivas no litoral sul
PROGRAMA NUCLEAR: O ESTOPIM DA CRISE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação tem como objetivo destruir o programa nuclear iraniano e “proteger o povo americano”.
O governo iraniano nega possuir bomba nuclear.
O ponto mais controverso é que os dois países estavam negociando na Suíça um acordo sobre o enriquecimento de urânio e possível alívio de sanções. Na quinta-feira (26), o Irã teria concordado em “nunca” estocar urânio enriquecido.
Mesmo assim, os ataques ocorreram no sábado — data prevista para uma nova rodada de negociações.
Especialistas em direito internacional classificaram a ofensiva como ilegal, já que as tratativas não haviam sido oficialmente encerradas.
RETALIAÇÃO IMEDIATA
O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, declarou que vingar o líder supremo é um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, o Irã lançou mísseis balísticos e drones contra bases americanas no Iraque, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.
Teerã classificou a ação como “declaração de guerra contra os muçulmanos, especialmente contra os xiitas”.
POR QUE ATACAR AGORA?
Segundo o professor de Relações Internacionais da UERJ, Mauricio Santoro, três fatores motivaram a ofensiva:
- O programa nuclear iraniano
- O estoque de mísseis balísticos
- O apoio do regime a grupos como o Hamas e o Hezbollah
Para analistas, além da neutralização militar, existe a intenção estratégica de enfraquecer ou derrubar o regime teocrático iraniano.
RISCO DE IMPACTO GLOBAL
Especialistas alertam para:
- Alta no preço do petróleo
- Instabilidade nos mercados internacionais
- Possível ampliação do conflito no Oriente Médio
Trump afirmou que os bombardeios continuarão “ininterruptamente durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário”. No domingo, porém, deixou aberta a possibilidade de retomar negociações.
A comunidade internacional acompanha com preocupação, temendo que a escalada militar ultrapasse as fronteiras regionais.




