
A Itaipu Binacional tem reforçado seu papel estratégico no setor elétrico ao ampliar os aportes financeiros destinados à redução da tarifa de energia elétrica no país. Somente em 2026, os repasses já somam R$ 1,556 bilhão, impactando diretamente a conta de luz dos consumidores brasileiros.
Os recursos são direcionados à chamada modicidade tarifária — mecanismo que busca manter os custos da energia mais baixos e previsíveis. De acordo com o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri, a iniciativa segue as diretrizes do governo federal para ampliar o acesso à energia no país.
Nos últimos anos, os aportes vêm sendo realizados de forma contínua. Em 2025, o valor chegou a R$ 1,694 bilhão, enquanto em 2024 foram destinados R$ 1,659 bilhão. Já em 2023, ano marcado pela quitação da dívida de construção da usina, os repasses somaram R$ 793,1 milhões.
Com o fim da dívida, houve uma mudança significativa na estrutura de custos da energia gerada. Até 2022, o valor médio era de US$ 27,86 por kW/mês. Após a quitação, caiu para US$ 20,23, e para o período entre 2024 e 2026, a tarifa foi fixada em US$ 17,66 por kW/mês — uma redução expressiva de 36,6%.
Segundo o diretor financeiro executivo da usina, André Pepitone, os aportes têm reflexo direto no bolso do consumidor. Ele destaca que a redução da tarifa, aliada aos investimentos, contribui para aliviar a conta de luz, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Dados recentes reforçam a competitividade da energia produzida pela usina. Em 2026, o custo médio no reajuste da Enel Rio de Janeiro foi de R$ 217 por MWh, valor inferior ao das usinas cotistas (R$ 236,73 por MWh) e também abaixo do preço médio de compra no mercado regulado, estimado em R$ 342,71 por MWh pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Com a combinação de aportes contínuos e a redução de custos após a quitação da dívida, a Itaipu mantém a energia em patamar competitivo e reforça sua importância no equilíbrio do sistema elétrico brasileiro, beneficiando milhões de consumidores em todo o país.


