Copa do Mundo Feminina 2027: Brasil entra na reta final para receber o maior torneio do futebol feminino

Mundial será disputado entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, terá 32 seleções e será realizado pela primeira vez na América do Sul

O Brasil já iniciou a contagem regressiva para um dos maiores acontecimentos esportivos de sua história recente. Em 2027, o país será sede da Copa do Mundo Feminina da FIFA, competição que será realizada pela primeira vez na América do Sul. O torneio está marcado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, reunindo 32 seleções.

A escolha do Brasil como sede foi confirmada pelo Congresso da FIFA em maio de 2024, em Bangkok, na Tailândia. A candidatura brasileira recebeu 119 votos, contra 78 da candidatura conjunta formada por Alemanha, Bélgica e Holanda.

Oito cidades receberão os jogos

A FIFA definiu oito cidades brasileiras como sedes do Mundial: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Os estádios escolhidos são:

  • Belo Horizonte – Mineirão;
  • Brasília – Estádio Nacional;
  • Fortaleza – Arena Castelão;
  • Porto Alegre – Estádio Beira-Rio;
  • Recife – Arena de Pernambuco;
  • Rio de Janeiro – Maracanã;
  • Salvador – Arena Fonte Nova;
  • São Paulo – Arena Itaquera/Neo Química Arena.

A final está prevista para o Maracanã, no Rio de Janeiro.

A escolha das sedes ocorreu depois de um processo de avaliação técnica da FIFA. Inicialmente, 12 cidades brasileiras haviam apresentado candidatura, mas a entidade decidiu limitar a competição a oito cidades-sede.

Brasil já está classificado

Como país anfitrião, o Brasil tem vaga garantida na competição. A Conmebol terá, além do Brasil, outras três vagas diretas para o Mundial. No total, 29 seleções serão classificadas diretamente por meio dos torneios continentais, enquanto as três vagas restantes serão decididas pelo Torneio Classificatório da FIFA.

O processo de classificação internacional já está em andamento. Na Europa, por exemplo, Alemanha, Dinamarca, França e Espanha já haviam assegurado suas vagas, enquanto outras seleções seguem no caminho dos playoffs.

Futebol feminino brasileiro vive expansão

A realização do Mundial em território nacional ocorre em um momento de crescimento do futebol feminino no Brasil.

Segundo levantamento divulgado pela própria CBF em julho de 2026, o número de competições femininas passou de seis para nove entre 2021 e 2026, crescimento de 50%. No mesmo período, o número de clubes envolvidos em competições adultas e de base aumentou de 58 para 79, enquanto a quantidade de partidas passou de 398 para 712, uma alta de 79%.

Outro indicador da expansão foi o público da final do Campeonato Brasileiro Feminino de 2025, que levou mais de 41 mil torcedores ao estádio, segundo a CBF.

Uma Copa com impacto além do futebol

A expectativa da FIFA e da CBF é que o Mundial deixe um legado que ultrapasse a realização dos jogos.

A entidade máxima do futebol destacou que a competição representa uma oportunidade para ampliar a participação de meninas e mulheres no esporte, além de estimular investimentos, formação de atletas, desenvolvimento de clubes e maior visibilidade para o futebol feminino.

A edição de 2027 também terá importância simbólica por representar a primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul. Para o Brasil, será a primeira oportunidade de receber em casa o principal torneio mundial de seleções femininas.

Contagem regressiva

Com a competição marcada para começar em 24 de junho de 2027, o Brasil entrou oficialmente no período de preparação final. A FIFA informa que o torneio terá 32 participantes e oito cidades-sede.

Além da organização esportiva, o Mundial deverá movimentar turismo, hotelaria, transporte, comércio e serviços nas cidades anfitriãs, ao mesmo tempo em que coloca o futebol feminino brasileiro diante de uma oportunidade histórica de ampliar seu público e consolidar estruturas que permaneçam depois da competição.

A Copa de 2027, portanto, não será apenas uma disputa pelo título mundial. Para o futebol feminino brasileiro, será também um teste de organização, uma vitrine internacional e uma oportunidade de transformar o crescimento recente da modalidade em um legado permanente.

Fontes: FIFA e Confederação Brasileira de Futebol (CBF).