FAMÍLIA VIVE HÁ MAIS DE UMA DÉCADA SEM RESPOSTA SOBRE POSSÍVEL PRESENÇA DE PETRÓLEO

Uma família de agricultores de Itapejara d’Oeste, no Sudoeste do Paraná, convive há mais de 10 anos com incertezas após a suspeita da existência de petróleo em uma propriedade rural.

A situação teve início em 2012, quando o produtor Ervino Maciel passou a desconfiar da presença da substância após a morte de três vacas. O episódio levou a família a investigar possíveis alterações na água e no solo do sítio.

No ano seguinte, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realizou análises com apoio de um laboratório ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. O resultado indicou que não havia petróleo na área. Porém, segundo a família, o laudo não esclareceu a causa das mortes dos animais nem apontou outras possíveis fontes de contaminação — além de nunca ter sido entregue oficialmente aos proprietários.

A área suspeita ocupa cerca de 1,5 hectare dentro de uma propriedade que anteriormente tinha 9,6 hectares. Desde então, o local foi praticamente abandonado, com crescimento de vegetação e interrupção das atividades rurais. A família relata prejuízos ao longo dos anos, incluindo perda de animais, venda do rebanho e a necessidade de buscar outras fontes de renda fora do campo.

Além disso, uma análise particular indicou contaminação da água, o que fez com que os moradores deixassem de utilizá-la, passando a depender de um poço artesiano de outra propriedade.

Mesmo após mais de uma década, o caso segue sem uma resposta definitiva. A família continua aguardando esclarecimentos sobre a real condição da área — se existe risco ambiental ou se a água pode ser utilizada com segurança — e mantém a expectativa de uma nova avaliação mais conclusiva.

A ANP orienta que, em situações de suspeita, o local não deve ser alterado e a comunicação com o órgão é fundamental para investigação adequada. No Brasil, a exploração de petróleo só pode ser realizada por empresas autorizadas e envolve riscos ambientais e à saúde. Caso haja confirmação de exploração, a legislação prevê compensações financeiras ao proprietário da área.

Fonte: G1 Paraná