
Após a captura de Nicolás Maduro em uma operação dos Estados Unidos, o governo Trump intensificou sua pressão sobre figuras-chave do regime venezuelano. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, conhecido por sua linha dura e acusado de violações de direitos humanos, recebeu um alerta de Washington: colaborar com a presidente interina Delcy Rodríguez ou enfrentar destino semelhante ao de Maduro.
Cabello sob ameaça Segundo fontes próximas à administração americana, Cabello é visto como peça central para manter a ordem durante o período de transição. Apesar disso, autoridades dos EUA temem que sua rivalidade com Rodríguez e histórico de repressão possam sabotar o processo. Intermediários já comunicaram que, caso se mostre desafiador, ele poderá ser afastado ou até mesmo eliminado, cenário que poderia desencadear reação violenta dos chamados colectivos, grupos de motociclistas pró-governo.
Rodríguez assume protagonismo Em seus primeiros atos como presidente interina, Delcy Rodríguez nomeou o general Gustavo González López para comandar a Guarda de Honra Presidencial e a Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM). González, já sancionado por EUA e União Europeia por corrupção e violações de direitos humanos, é considerado próximo de Cabello, o que levanta dúvidas sobre se sua indicação representa apoio ou sinal de ruptura.
Novos nomes no governo Rodríguez também anunciou Calixto Ortega, ex-presidente do Banco Central, como vice-presidente da Economia. Analistas avaliam que as mudanças buscam reforçar a estrutura de poder após a queda de Maduro e atender às exigências de Washington, que incluem abertura da indústria petrolífera em termos favoráveis às empresas americanas, combate ao narcotráfico e afastamento de agentes cubanos e iranianos.
Outros alvos dos EUA Além de Cabello, o ministro da Defesa Vladimir Padrino está na mira. Acusado de tráfico de drogas e com recompensa milionária por sua captura, Padrino é considerado essencial para evitar um vácuo de poder, dado seu comando sobre as Forças Armadas. Fontes afirmam que ele seria mais propenso a cooperar com os EUA do que Cabello.
Intervenção contestada Críticos classificam a ação americana como neocolonialismo e violação do direito internacional, comparando-a à invasão do Panamá em 1989. Ainda assim, Washington vê Rodríguez como peça-chave para garantir estabilidade temporária e preparar o terreno para futuras eleições, embora sem prazo definido.



